segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Andarilho
Andarilho
Às vezes escuta os pés descalços
Neste chão que te atormenta.
E andar não é mais necessidade
E sim silêncio.
Às vezes escuta os pés descalços
Neste chão que te atormenta.
E andar não é mais necessidade
E sim silêncio.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Engov
Minha alma era bites,
E nem se quer foi bitnik.
Minha arma era um teclado,
E meu gmail se esqueceu de mim.
Profundo, num fundo acabo.
Afundando palmas de um botequim.
E na era nova, seja lá qual for,
Todo esse meu temor,
Que vejo navegando largo,
Pelos sites vagos,
Atormenta um lastro de um diretor.
(E como nem o facebook engulo,
Um engov antes pode parecer ruim.)
E nem se quer foi bitnik.
Minha arma era um teclado,
E meu gmail se esqueceu de mim.
Profundo, num fundo acabo.
Afundando palmas de um botequim.
E na era nova, seja lá qual for,
Todo esse meu temor,
Que vejo navegando largo,
Pelos sites vagos,
Atormenta um lastro de um diretor.
(E como nem o facebook engulo,
Um engov antes pode parecer ruim.)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
LSD
Fúnebre por ser tão alegre
Esta mentira que tu tomas
Numa doce verdade
Fúnebre por ser assim tão solto
Tão livre e ávido por vida
Fúnebre por ser tão grande
Que a vontade de voltar
A ser pequeno é quase nada.
Dança por entre as mascaras
Pula perante um chão que se move
Viva na certeza de sorrir
Com dentes fartos
Esta mentira que tu tomas
Numa doce verdade
Fúnebre por ser assim tão solto
Tão livre e ávido por vida
Fúnebre por ser tão grande
Que a vontade de voltar
A ser pequeno é quase nada.
Dança por entre as mascaras
Pula perante um chão que se move
Viva na certeza de sorrir
Com dentes fartos
A Noite
O sol ao apagar suas luzes deveras
Apaga algumas vidas em flor
Transforma numa difusa agonia
Fadas em monstros de dor
Todos os dias depois que a pele queima
que as lagimas caem
Secam também as flores
Que não se abrem ao luar
O ouvido se mistura com a boca
O orgasmo mistura com a dança
Que nem sempre acaba na cama
E sim ao relento do ar
Apaga algumas vidas em flor
Transforma numa difusa agonia
Fadas em monstros de dor
Todos os dias depois que a pele queima
que as lagimas caem
Secam também as flores
Que não se abrem ao luar
O ouvido se mistura com a boca
O orgasmo mistura com a dança
Que nem sempre acaba na cama
E sim ao relento do ar
Lagrimas
Brilham sobre seus olhos
Minha imagem ainda triste.
Lagrimas são só minhas!
Sinto-as caírem, rolarem
Sobre minha epiderme grossa.
Num suspiro fingido
Faço com que a gravidade
As apaguem no chão de poeira e caos.
Viro, fico de costas.
Mas não, não poderei olhar mais.
Como o sol pode me deixar cego
Seu brilho pode me deixar nu.
Minha imagem ainda triste.
Lagrimas são só minhas!
Sinto-as caírem, rolarem
Sobre minha epiderme grossa.
Num suspiro fingido
Faço com que a gravidade
As apaguem no chão de poeira e caos.
Viro, fico de costas.
Mas não, não poderei olhar mais.
Como o sol pode me deixar cego
Seu brilho pode me deixar nu.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Coração
Meu coracão tomaba mais uma vez.
De diverssas formas. Por muitos caminhios.
E eu que sou o outro e o outro de outro outro
Percebo a eminência de uma epidemia
Onde o coracão pode parar de ser vida em minutos.
Toda a frustraçãoo de não se ter certeza dos segunsdos
Dos milímetros que se movem, dos litros que se perdem.
Dos olhos arregalados naquele momento de dor triturante.
A imencidão parece coagir a pequenice do homem.
A saudade de tudo que talvez não fosse realmente verdade.
A voracidade de se olhar num espelho vazio.
E o outro que não sou eu se contorce, quase urra de dor.
E mais outro que não sou eu deita no chão,
No meio da avenida Rio Brando, todo palido.
E outro que sou eu tembém sente essa dor.
Tanto por que ama os outros todos como também sente
Que a qualquer momento este outro pode ser o seu.
Ai a vida parece ratear, dessacelerar, como um carro desanimado.
E no meu espelho que ainda permanesse cheio,
Me vejo torto, corpulento, com a barba para fezer.
Sinto que a frieza da vida se alastra em alguns momentos.
Não choro, não grito, mas fico parado esperando
Sem fazer mais nada, sem querer mais nada,
O instante em que o meu tornitruante coracão possa fugir.
De diverssas formas. Por muitos caminhios.
E eu que sou o outro e o outro de outro outro
Percebo a eminência de uma epidemia
Onde o coracão pode parar de ser vida em minutos.
Toda a frustraçãoo de não se ter certeza dos segunsdos
Dos milímetros que se movem, dos litros que se perdem.
Dos olhos arregalados naquele momento de dor triturante.
A imencidão parece coagir a pequenice do homem.
A saudade de tudo que talvez não fosse realmente verdade.
A voracidade de se olhar num espelho vazio.
E o outro que não sou eu se contorce, quase urra de dor.
E mais outro que não sou eu deita no chão,
No meio da avenida Rio Brando, todo palido.
E outro que sou eu tembém sente essa dor.
Tanto por que ama os outros todos como também sente
Que a qualquer momento este outro pode ser o seu.
Ai a vida parece ratear, dessacelerar, como um carro desanimado.
E no meu espelho que ainda permanesse cheio,
Me vejo torto, corpulento, com a barba para fezer.
Sinto que a frieza da vida se alastra em alguns momentos.
Não choro, não grito, mas fico parado esperando
Sem fazer mais nada, sem querer mais nada,
O instante em que o meu tornitruante coracão possa fugir.
Assinar:
Postagens (Atom)